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Endometriose: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

  • ginecoraquellima
  • 11 de jun.
  • 3 min de leitura

Entenda o que é endometriose, quais são os sintomas, como é feito o diagnóstico e quando a cirurgia minimamente invasiva é indicada.



O que é endometriose?


A endometriose é uma doença crônica caracterizada pela presença de endométrio, tecido que normalmente reveste a parte interna do útero, fora da cavidade uterina. Todo mês, esse tecido cresce e descama com a menstruação. O problema surge quando ele passa a se fixar em outros órgãos: ovários, tubas uterinas, intestino, bexiga, ureter, peritônio, diafragma e até dentro do próprio músculo uterino, nesse último caso, chamada de adenomiose.


Estima-se que a endometriose afete entre 10% e 20% das mulheres em idade reprodutiva, podendo chegar a 80% entre aquelas com dor pélvica crônica. No mundo, cerca de 200 milhões de mulheres convivem com a doença, acometendo, principalmente, mulheres entre 18 e 45 anos.



Quais são os tipos de endometriose?


A endometriose é classificada em três tipos, de acordo com a localização das lesões e o grau de comprometimento dos órgãos.


Endometriose Superficial ou Peritoneal: É o tipo mais comum. As lesões se fixam na superfície do peritônio, membrana que reveste os órgãos da pelve e do abdome. Apesar de superficiais, essas lesões podem causar dor intensa e inflamação crônica. Nem sempre são visíveis nos exames de imagem convencionais, o que exige atenção especial no diagnóstico.


Endometriose Ovariana: Quando o tecido endometrial se instala nos ovários, pode formar os chamados endometriomas, cistos preenchidos com sangue antigo, de coloração escura, conhecidos popularmente como "cisto de chocolate". Além da dor, os endometriomas podem comprometer a reserva ovariana e dificultar a fertilidade.


Endometriose Infiltrativa Profunda: É a forma mais grave da doença. As lesões penetram profundamente nos tecidos e podem atingir órgãos como intestino, bexiga, ureter e ligamentos uterossacros. Provoca dor intensa, especialmente na relação sexual, ao evacuar e durante a menstruação, e exige planejamento cirúrgico cuidadoso, realizado por equipe especializada.


Quais são os sintomas da endometriose?

Os sintomas costumam começar associados ao período menstrual e ovulatório e, com a progressão da doença, podem se tornar diários:

  • Cólica menstrual intensa (dismenorreia)

  • Dor na relação sexual (dispareunia de profundidade)

  • Dificuldade para engravidar (infertilidade)

  • Dor pélvica crônica

  • Cansaço e fadiga

  • Alteração do hábito intestinal

  • Dor para evacuar

  • Sintomas urinários

  • Dor no ombro



Como é feito o diagnóstico da endometriose?


O diagnóstico começa pela escuta. Os sintomas relatados pela paciente são a base da investigação e por isso a consulta precisa de tempo e atenção real.

Após isso, o exame físico, com palpação abdominal e avaliação ginecológica completa, é fundamental. Considerando que nódulos e espessamentos causados pela doença, como endometriose vaginal, intestinal e nos ligamentos uterossacros, podem ser identificados já nessa etapa.


Atualmente, exames de imagem como a ultrassonografia transvaginal especializada e a ressonância magnética de pelve, ambos realizados com preparo intestinal e laudados por radiologistas experientes, permitem mapear a doença e planejar o tratamento antes de qualquer cirurgia.


Apesar disso, o diagnóstico ainda costuma ser tardio, um reflexo da falta de valorização dos sintomas e do conceito equivocado de que dor pélvica é algo normal na vida da mulher.



O tratamento é com medicamentos ou cirurgia?


O tratamento é definido a partir dos sintomas, exame físico, exames de imagem e do desejo gestacional de cada paciente.


O tratamento clínico, com hormônios, anti-inflamatórios e analgésicos, pode aliviar os sintomas e melhorar a qualidade de vida, mas não garante o controle da progressão da doença. Por isso, o acompanhamento contínuo é essencial.


Mulheres com desejo de engravidar podem recorrer a tratamentos para infertilidade, como controle e indução da ovulação ou fertilização in vitro (FIV), a depender do caso.

Quando há indicação cirúrgica, ou quando o tratamento clínico não foi suficiente, a videolaparoscopia é o procedimento padrão ouro. Minimamente invasiva, oferece vantagens importantes: magnificação da imagem (permitindo identificar pequenos focos da doença), controle adequado de sangramento, menor formação de aderências e recuperação rápida


 
 
 

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