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ESPECIALIDADES

Patologias

Endometriose, Mioma e Cisto Ovariano 
Diagnóstico e tratamento minimamente invasivo.

A Dra. Raquel Lima é especialista no diagnóstico e tratamentode endometriose, mioma uterino e cisto ovariano, condições ginecológicas que afetam diretamente a qualidade de vidae a fertilidade da mulher. Com formação na Santa Casa deSão Paulo e doutorado em endometriose profunda, oferece tratamento minimamente invasivo em Apucarana e Londrina.

 

O que é Endometriose? A endometriose é a presença de tecido endometrial, o mesmo que reveste o útero por dentro, fora da cavidade uterina. Todo mês esse tecido reage ao ciclo hormonal: cresce, inflama e sangra, sem ter por onde sair. O resultado é dor, aderências e, em muitos casos, comprometimento da fertilidade.

Como identificar um Mioma Uterino? O mioma uterino é um tumor benigno que se desenvolve na parede do útero. Dependendo da localização, intramural, subseroso ou submucoso, os sintomas variam entre dor pélvica, sangramento intenso, pressão na bexiga e no intestino, e dificuldade para engravidar.

 

E, por fim, o Cisto Ovariano: O cisto ovariano é uma formação de líquido dentro ou ao redor do ovário. Em 90% dos casos é benigno, mas pode causar dor pélvica, menstruação irregular e dificuldade para engravidar, especialmente quando se trata de endometrioma, um tipo de cisto ligado à endometriose.

Terapia Hormonal e Implante Hormonal

O implante hormonal, popularmente chamado de "chip da beleza", é muito mais do que um procedimento estético. Trata-se de uma solução médica personalizada, indicada após consulta ginecológica, para tratar condições como contracepção, TPM, cólicas menstruais, baixa libido e reposição hormonal no climatério.

O implante consiste em mini tubos de silicone semipermeáveis (4 a 5 cm), com 40 a 50 mg de hormônios bioidênticos, como estradiol, testosterona ou progestínico, iguais aos produzidos naturalmente pelo organismo. Após a inserção, os hormônios são liberados de forma gradual e segura na corrente sanguínea, com dosagem individualizada pelo médico, por um período de 6 meses a 1 ano.

Além dos benefícios terapêuticos, os implantes podem promover aumento de massa muscular e redução da celulite, o que reforça o apelo estético do procedimento.

Os principais diferenciais do implante hormonal são: eficácia, praticidade, segurança e melhora da qualidade de vida, sempre com acompanhamento médico especializado.

Adenomiose: o que é, sintomas, diagnóstico e tratamento

A adenomiose é uma doença ginecológica benigna caracterizada pela presença de tecido endometrial, a camada interna do útero, infiltrado na parede muscular do próprio útero, o miométrio. A cada ciclo menstrual, esse tecido sofre estímulo hormonal, inflama e provoca sintomas que podem impactar significativamente a qualidade de vida da paciente.

A condição está associada a um fluxo de sangramento aumentado, maior número de dias de menstruação e cólicas intensas. Muitas vezes, os sintomas são confundidos com os de miomas ou endometriose, o que contribui para um diagnóstico tardio.

Adenomiose x Endometriose: qual a diferença?
Na adenomiose, o tecido endometrial cresce dentro da parede muscular do útero, enquanto na endometriose ele se forma fora do útero, podendo atingir ovários, trompas, intestino e bexiga. É importante saber que as duas condições podem ocorrer simultaneamente, o que tende a intensificar os sintomas.

Quais são os sintomas da adenomiose?
Os sintomas incluem menstruações dolorosas e com fluxo intenso, dor na região pélvica e sensação de pressão sobre a bexiga e o reto. Outros sinais frequentes são:
Cólica menstrual intensa (dismenorreia)

  • Sangramento uterino abundante, podendo causar anemia

  • Dor na relação sexual

  • Inchaço abdominal

  • Dificuldade para engravidar


Os primeiros sintomas podem surgir de 2 a 3 anos após
o parto e geralmente diminuem após a menopausa.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico, baseado no histórico e nos sintomas da paciente, complementado por exames de imagem. A ultrassonografia transvaginal quase sempre esclarece o diagnóstico; em caso de dúvida, a ressonância magnética oferece maior precisão.

Na ressonância, é comum encontrar espessamento da zona juncional, região de transição entre o miométrio e o endométrio, de forma difusa ou focal. Quando focal, forma-se um nódulo chamado adenomioma, semelhante ao mioma, porém de consistência mais amolecida.


Qual o tratamento para a adenomiose?
O tratamento é sempre individualizado, levando em conta a intensidade dos sintomas e o desejo gestacional da paciente.

 

  • Tratamento clínico: o uso de progesterona é uma opção eficaz, pois reduz o sangramento e retarda a progressão da doença, podendo ser administrada de forma oral, por implantes subcutâneos ou pelo DIU hormonal. Anti-inflamatórios e analgésicos também são utilizados para controle da dor.


  • Fisioterapia pélvica: atua na reabilitação do assoalho pélvico, liberando estruturas com pouca mobilidade e reduzindo dores e inchaços abdominais.


  • Cirurgia: a embolização uterina é uma opção eficaz que preserva o útero. Nos casos mais graves, sem resposta ao tratamento clínico e sem desejo de nova gestação, a histerectomia pode ser indicada como tratamento definitivo.


Adenomiose causa infertilidade?
Diversos estudos demonstraram a relação da adenomiose com maior taxa de abortamento, dificuldade no transporte do óvulo e na receptividade do endométrio. No entanto, quando a doença é pequena e bem controlada, não representa isoladamente um fator de infertilidade. Casos com desejo gestacional e dificuldade para engravidar devem ser avaliados por ginecologista especializado, que pode indicar desde indução da ovulação a fertilização in vitro (FIV).

Adenomiose tem cura?
A adenomiose é uma doença benigna e não tem relação com câncer. O tratamento permite controle dos sintomas e melhora expressiva da qualidade de vida e, nos casos cirúrgicos, a histerectomia oferece resolução completa do quadro.

Pólipo Endometrial:
sintomas, diagnóstico e tratamento

O pólipo endometrial é uma das alterações ginecológicas mais comuns, podendo surgir em mulheres em idade fértil ou após a menopausa. Trata-se de um crescimento anormal de células na camada interna do útero, o endométrio, que forma uma saliência no tecido, podendo se apresentar de forma única ou múltipla e variar de tamanho.

A boa notícia é que a grande maioria dos pólipos é benigna, com cerca de 3% tendendo à malignização. Ainda assim, a avaliação médica é essencial para descartar
riscos e definir o melhor tratamento.

Quais são os sintomas do pólipo endometrial?
Grande parte dos pólipos é assintomática, sendo descoberta em exames de rotina. Quando presentes, os sintomas mais comuns são irregularidade menstrual, aumento do fluxo, cólicas, dificuldade para engravidar e sangramento após a menopausa.

Em mulheres na pós menopausa que apresentam sangramento sem uso de reposição hormonal, a investigação é obrigatória, pois há maior risco de malignidade.

Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico começa pela ultrassonografia transvaginal, que identifica a presença do pólipo. A histeroscopia é o exame padrão-ouro para o diagnóstico, e sempre que pólipos ou lesões suspeitas são retirados, o material é enviado para análise histológica com um patologista, fundamental para definir a conduta terapêutica.

 


Pólipo endometrial dificulta a gravidez?
Sim. O pólipo pode funcionar como um "DIU natural", dificultando a implantação do embrião e favorecendo inflamação local. A retirada da lesão tende a aumentar as chances de gravidez espontânea e melhorar os resultados de tratamentos como a fertilização in vitro (FIV).

 


Qual é o tratamento?
A histeroscopia cirúrgica é o método mais eficaz para tratar o pólipo endometrial. O procedimento é realizado por via vaginal, sem cortes no abdômen, com recuperação rápida, baixo risco de complicações e alta no mesmo dia na maioria dos casos.

Em mulheres sem sintomas e com pólipos menores que 1 cm, o acompanhamento clínico pode ser suficiente, já que há maior chance de regressão espontânea.

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