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ESPECIALIDADES

Cirurgias Minimamente
Invasivas

Histeroscopia Diagnóstica e Cirúrgica

A histeroscopia é um dos principais procedimentos da ginecologia moderna, utilizado tanto para diagnóstico quanto para cirurgias intrauterinas sem cortes ou pontos. Por meio de um pequeno tubo introduzido pela vagina até a cavidade uterina, o médico visualiza o interior do útero com precisão, através de um sistema de vídeo e luz acoplado ao equipamento.

Histeroscopia Diagnóstica: Realizada no consultório, sem anestesia, é indicada para identificar condições como espessamento endometrial, pólipos, miomas submucosos e suspeita de câncer de endométrio. Também permite pequenos procedimentos, como ressecção de pólipos, biópsias e correção de septos uterinos.

Histeroscopia Cirúrgica:

Feita em centro cirúrgico com anestesia (sedação ou raquianestesia), é indicada para casos mais complexos. Por ser minimamente invasiva, a paciente recebe alta no mesmo dia, sem internação prolongada.

Principais indicações:

Miomas submucosos, pólipos endometriais ou endocervicais, aderências uterinas (sinéquias), corpo estranho, reposicionamento ou extração de DIU, septo uterino, estenose do canal endocervical, infertilidade, abortamento de repetição, sangramento uterino anormal e sangramento pós-menopausa.

Cirurgia de Endometriose
Quando é indicada e como funciona a videolaparoscopia

O que é Endometriose?

A endometriose é uma doença crônica em que o tecido endometrial se desenvolve fora do útero, podendo atingir ovários, tubas uterinas, intestino, bexiga, peritônio e outros órgãos. Quando esse tecido se instala no músculo uterino, a condição é chamada de adenomiose. 


Estima-se que a doença afete entre 10% e 20% das mulheres em idade reprodutiva, chegando a 80% entre aquelas com dor pélvica crônica. No mundo, cerca de 200 milhões de mulheres convivem com o diagnóstico, sendo mais comum entre 18 e 45 anos.

Quando a cirurgia de endometriose é indicada?
A cirurgia é indicada quando o tratamento clínico (hormônios, anti-inflamatórios e analgésicos) não foi suficiente para controlar os sintomas, ou quando a doença já comprometeu órgãos de forma que exige intervenção direta.

Também é considerada nos seguintes casos:

  • Endometriose infiltrativa profunda com acometimento de intestino, bexiga ou ureter

  • Endometriomas ovarianos (cistos de endometriose)

  • Dor pélvica crônica incapacitante sem resposta ao tratamento clínico

  • Infertilidade associada à endometriose

  • Desejo gestacional com comprometimento da fertilidade

A cirurgia de endometriose exige especialização
 

A endometriose infiltrativa profunda, especialmente quando acomete intestino, bexiga e ureter, é uma das cirurgias ginecológicas mais complexas existentes. O planejamento cirúrgico começa muito antes da sala de operação: com mapeamento detalhado por exames de imagem especializados e, em muitos casos, atuação de equipe multidisciplinar.

Por isso, escolher um ginecologista com experiência específica em cirurgia minimamente invasiva faz diferença direta nos resultados, tanto no alívio da dor quanto na preservação da fertilidade.

Histerectomia Laparoscópica

Cirurgia minimamente invasiva para retirada do útero

A histerectomia laparoscópica é uma cirurgia minimamente invasiva para retirada do útero, com menor risco de infecção, menos tempo de internação e recuperação mais rápida do que a cirurgia aberta.

O procedimento é realizado por pequenas incisões abdominais de até 10mm, com auxílio de câmera e laparoscópio. A retirada do útero é feita por via vaginal.

Tipos de histerectomia laparoscópica
Na histerectomia total, são removidos o corpo e o colo do útero. E, na histerectomia subtotal, o colo do útero é preservado, indicada em situações específicas. Em ambos os casos, os ovários geralmente são mantidos. Quando a paciente não deseja mais engravidar, pode ser realizada também a retirada das tubas uterinas (salpingectomia) como prevenção do câncer ovariano.

O que muda após a cirurgia:

A menstruação cessa e a gravidez não é mais possível. Porém, quando os ovários são preservados, a produção hormonal continua normalmente, sem impacto na vida sexual ou na libido.

É a segunda cirurgia mais realizada no mundo, especialmente em mulheres acima de 40 anos.

Miomectomia Laparoscópica e Histeroscópica
Retirada do mioma preservando o útero

A miomectomia é a cirurgia de retirada do mioma uterino com preservação do útero, diferente da histerectomia, que remove o órgão por completo. É a opção indicada especialmente para mulheres que desejam preservar a fertilidade.

Existem duas vias minimamente invasivas para realizar o procedimento, e a escolha depende do tipo e localização do mioma.

Miomectomia Laparoscópica


Realizada por pequenas incisões abdominais com câmera e instrumentos cirúrgicos, a miomectomia laparoscópica é indicada para miomas intramurais (dentro da parede do útero) e subserosos (na parte externa do útero).

Principais vantagens: menor tempo de recuperação, menor perda de sangue, menor risco de infecção e menor tempo de internação.

Quando é indicada: pacientes entre 20 e 40 anos com miomas intramurais ou subserosos que desejam engravidar. Não é indicada quando há suspeita de tumor maligno.

Miomectomia Histeroscópica
Sem nenhuma incisão na pele, a câmera é introduzida pelo canal do útero. É indicada para miomas submucosos, aqueles localizados na camada interna do útero, que frequentemente causam sangramento intenso e dificuldade para engravidar.

Principais vantagens: Recuperação rápida, mínima perda sanguínea, baixo risco de infecção e alta hospitalar geralmente no mesmo dia.

Ooforoplastia e Ooforectomia Laparoscópica

Cirurgia minimamente invasiva para cistos e ovários

A ooforectomia é a cirurgia de retirada de um ou dos dois ovários. Enquanto a ooforoplastia é o procedimento de retirada de nódulos e cistos presentes nos ovários, preservando o órgão.

Em ambos os casos, a via cirúrgica padrão para diagnóstico e tratamento é a videolaparoscopia, cirurgia endoscópica minimamente invasiva realizada por incisões abdominais de no máximo 1 cm.

Por ser minimamente invasiva, a técnica oferece vantagens importantes para a paciente: menor tempo de internação, menor risco de infecção e complicações cirúrgicas, menos dor no pós-operatório e retorno mais rápido às atividades do dia a dia.

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